Tratamento não-invasivo oferece resultados importantes para pessoas do Espectro Autista (TEA)

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Pacientes do transtorno do espectro autista (TEA) enfrentam diversas dificuldades à medida que são diagnosticados, a primeira delas é a ausência de cura para a condição. Diversas opções de tratamento, no entanto, são oferecidas para possibilitar o desenvolvimento de interação desse indivíduo e demais evoluções em sua condição clínica, variando de caso a caso.

Uma opção que se apresenta como abordagem positiva para pacientes com esse diagnóstico é a intervenção com Neurofeedback. Apesar de existir há mais de 50 anos, a técnica vem crescendo atualmente no país e mostrando eficácia no tratamento de diversos transtornos, e entre eles, de pessoas com diagnóstico de TEA.

A neuropsicóloga Liane Bastos explica que os pacientes passam a apresentar melhoras porque as ondas cerebrais são treinadas desde as primeiras sessões. “Através do trabalho do neurofeedback nos pacientes do espectro autista são realizados treinos 2 vezes por semana, das ondas cerebrais e ao longo de cada exercício, é imposto uma condição para que o cérebro aprenda a se modular e assim funcionar de forma mais eficaz”, destaca.

Em determinados casos tratados na Europa, já se mostram melhoras dos pacientes ao ponto de, junto com a avaliação do psiquiatra, rever o uso de medicamentos, como explica a profissional, “Ao longo da repetição das sessões, que acontece de forma não-invasiva, o paciente começa a estabilizar a onda cerebral treinada, diminuindo os sintomas que antes eram tratados com o medicamento”, enfatiza.

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Rodrigo Kawasaki

Rodrigo Kawasaki

Editor-chefe da Público A.