Unimed Fortaleza é o primeiro hospital privado do Ceará a utilizar capacete Elmo no tratamento de pacientes com Covid-19

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A iniciativa é fruto de uma parceria com a FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará) que doou 20 capacetes à cooperativa de saúde por meio do Serviço de Fisioterapia do Hospital Unimed

O Hospital Unimed Fortaleza é o primeiro Hospital privado do estado do Ceará a inovar com o uso do capacete Elmo – dispositivo de respiração artificial não invasivo – para tratamento de pacientes com insuficiência respiratória, como os diagnosticados da Covid-19. Ao todo, 20 capacetes foram disponibilizados por meio de parceria com a FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará). Os equipamentos começaram a ser utilizados no dia 21 de novembro e, até o momento, 14 pacientes – internados por Covid-19 – já foram beneficiados pelo mecanismo, obtendo melhoras no quadro respiratório e, consequentemente, na evolução da doença.

 “O capacete Elmo com certeza trará benefícios pois vem como um aliado na luta contra essa doença ainda tão desafiadora que é a Covid-19. Consideramos um ganho importante para a Unimed Fortaleza e todos os nossos pacientes que se encontram com o quadro de insuficiência respiratória e buscam nossa assistência. Com esse equipamento, podemos prevenir o procedimento de intubação de intubação e todos os seus efeitos para o paciente. A pandemia nos trouxe muitos desafios, mas oportunizou também a junção de forças e, neste sentido, destaco a presença da FIEC, por meio do doutor Ricardo Cavalcante e também do doutor Marcelo Alcântara – idealizador do dispositivo – que muito têm contribuído para que possamos cada vez mais alcançar nossa missão que é cuidar com excelência da saúde das pessoas”, disse Débora Arnaud, coordenadora do serviço de Fisioterapia do Hospital Unimed Fortaleza.

O capacete Elmo oferece uma pressão positiva contínua nas vias aéreas ao mesmo tempo em que oferta uma quantidade de oxigênio em níveis elevados. Dessa forma, além de melhorar o quadro respiratório do paciente, o mecanismo permite ser utilizado fora de leitos de UTI, ser também desinfectado e reutilizado. Outro diferencial do equipamento é que seu custo é bem inferior aos valores investidos em respiradores mecânicos e mais seguro também para os profissionais de saúde que o manuseiam, já que, como o capacete é vedado, não permite a propagação do vírus.

O equipamento, além de ser utilizado no tratamento de pacientes com Covid-19, também pode ser utilizado em outras doenças do trato respiratório como gripe H1N1, pneumonia, edema de pulmão por insuficiência cardíaca e outros quadros clínicos. 

Para o doutor e professor de Pneumologia da Universidade Federal do Ceará, Marcelo Alcântara, o dispositivo é uma alternativa fundamental para o tratamento dos pacientes que se enquadrarem em diagnósticos de doenças respiratórias e deve ser a solução para a diminuição da necessidade de intubação, evitando internações em UTI, além de garantir a segurança dos profissionais da saúde. “É de extrema importância que os hospitais passem a aderir essa inovação como o capacete Elmo, por todos os benefícios que o mecanismo oportuniza aos nossos pacientes e profissionais da saúde; um método não invasivo e que gera bastante conforto a quem dele precisa”, destacou.

A Unimed fortaleza no início do ano e com a chegada da pandemia, recebeu da FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), através do doutor Paulo André Holanda e também por meio do serviço de Fisioterapia, a doação de mil Face Shields – proteção de plástico transparente para todo o rosto, indicado para evitar o contato com o vírus da Covid-19 – para uso dos profissionais de saúde que atuaram na comissão de frente do enfrentamento ao vírus.

Treinamento do Equipamento 

Na última sexta-feira (18), médicos, Fisioterapeutas, Enfermeiros, juntamente com a Engenharia Clínica do Hospital Unimed Fortaleza, participaram do treinamento de uso do capacete Elmo, ministrado pelo doutor e professor Marcelo Alcântara, Médico Pneumologista e professor associado de Pneumologia e Terapia Intensiva da Universidade Federal do Ceará.

O treinamento aconteceu em um auditório da própria Unimed Fortaleza e de forma virtual – transmissão ao vivo aos demais profissionais que não puderam estar presentes – com a participação de um grupo de colaboradores, respeitando todos os protocolos de segurança, contando também com uma simulação de uso do mecanismo em um profissional médico voluntário.

Foto: divulgação

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Rodrigo Kawasaki

Rodrigo Kawasaki

Editor-chefe da Público A.