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Musculação para adolescentes: pode ou não pode?

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Profissional de Educação Física tira dúvidas sobre o tema 

Ainda há muita controvérsia sobre os benefícios e riscos dos exercícios de força para crianças e adolescentes. Muitos pais perguntam se esse tipo de treinamento é o ideal para idade, e temem que a utilização de cargas possa trazer prejuízos no processo de crescimento e desenvolvimento nessa fase da vida.

A profissional de Educação Física, Núbia Lopes, da Personal Academia, explica que sim, a musculação traz benefícios para crianças e adolescentes, desde que sejam tomadas as devidas precauções quanto à escolha de cargas elevadas na execução de exercícios, uma vez que uma postura incorreta, por exemplo, pode aumentar os riscos de lesões e desestimular a prática de atividade física. “Esse tipo de treinamento, que consiste na realização de movimentos de contração muscular contra uma força de resistência, que pode ser executado com pesos livres, máquinas ou até mesmo com o peso do próprio corpo, é benéfico para pessoas mais jovens”, diz.

Júlia Oneide, de 17 anos, é aluna da Personal há um ano e destaca os pontos positivos de praticar musculação três vezes na semana: “Decidi fazer musculação porque tenho um problema na coluna e há algum tempo já estava sem fazer exercício físico. Percebi que minha resistência física melhorou muito, principalmente porque estou no terceiro ano (Ensino Médio) e preciso muito disso. Além disso, tem os benefícios das mudanças estéticas”.

A professora ressalta, porém, a importância de personalizar os treinos: “É importante que, para públicos específicos, o profissional de Educação Física estabeleça treinamentos específicos. Para crianças e adolescentes, o volume deverá ser moderado, a intensidade de baixa a moderada, e os tipos de exercícios propostos devem ser estruturais”, diz.

Segundo Núbia, em relação aos efeitos do treinamento de força em crianças e adolescentes, alguns estudos destacam que este parece ter pouco ou nenhum efeito sobre o tamanho do músculo (hipertrofia) antes do processo de maturação. “E os ganhos de força estão mais associados às funções neurais, como a ativação, integração, sincronização e recrutamento de unidades motoras. E além dos ganhos de força, pode contribuir na coordenação motora e resistência geral, o que se traduz em benefícios diretos no crescimento físico e aptidão física”, finaliza.

Rodrigo Kawasaki

Rodrigo Kawasaki

Editor-chefe da Público A.