[PÚBLICO A DESTAQUE] Saldo de empresas abertas no Ceará deve encerrar quarto trimestre em alta

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No acumulado de janeiro a outubro, foram 94.621 novas constituições. Já no ranking Nordeste em Pedidos de Proteção Industrial, o estado figura terceiro lugar, com 7.353 pedidos de registro.

O quarto trimestre de 2021 deve encerrar com saldo positivo no número de novas empresas abertas, no Ceará. De acordo com os dados divulgados neste mês pela Junta Comercial do Estado (Jucec) foram registradas 94.621 novas constituições no período de janeiro a outubro deste ano. Ao comparar com o mesmo momento do ano passado, verifica-se um acréscimo de 28% de empresas. Dentre todas as aberturas, 8.727 foram apenas no mês de outubro.

Segundo a especialista em Marcas e Patentes, Vládia Gonçalves, as atividades movimentadas pelos Microempreendedores Individuais (MEI) seguem marcando presença em uma parte considerável das constituições no estado, representando 79.296 empresas de janeiro a outubro, ou seja, 84% do total das aberturas de novos negócios. “O MEI tem demonstrado força desde o início da pandemia e sem dúvida é um segmento que vai impactar nos resultados desse último trimestre. A força do empreendedorismo individual foi motivada pelo cenário econômico, que retoma aos poucos, além da situação da cobertura vacinal no país”, explica Vládia.

Entre os setores, aquele que se destacou em aberturas foi o de Serviços, que inclui salões de beleza, restaurantes, dentre diversos outros. Em segundo e terceiro lugar, estão o setor de Comércio e Indústria, com 34.021 e 9.130, respectivamente. “Percebemos que os números estão avançando conforme o Governo do Estado alcança uma maior cobertura com a vacinação da população contra o Covid-19 e também libera o funcionamento dos setores. Importante perceber que nessa reta final de ano, o setor de Serviços poderá ser um dos mais beneficiados, tendo em vista o retorno das festas, como Natal e Réveillon”, justifica a especialista Vládia Gonçalves. Já as extinções apresentaram o valor de 32.326 desde o início do ano, e tiveram um acréscimo se comparado com 2020 que teve um total de 22.811 baixas de empresas. Mesmo com a gradação dos números de extinções em 2021, o saldo — número de aberturas menos os de fechamentos — de empreendimentos no estado é positivo.

De acordo com dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o Ceará contabiliza 7.353 Pedidos de Proteção Industrial, entre janeiro e outubro de 2021. Desses, Marcas (7.005); Desenhos Industriais (162); Programas de Computador (104); Patentes (82) e Contratos de Tecnologia (4). No ranking Nordeste, o Ceará figura o terceiro lugar, ficando atrás da Bahia (9.260) e de Pernambuco (7.617). Segundo Vládia Gonçalves, ainda existe um longo caminho a percorrer quanto à formalização das empresas e o registro de marcas e patentes no Brasil. “Nós somos muito criativos, mas perdemos tempo e dinheiro por não registrar invenções e marcas. De modo geral o empresário brasileiro precisa despertar essa consciência de proteção intelectual. Quem não registra não é dono”, afirma Vládia.

Foto: divulgação

Rodrigo Kawasaki

Rodrigo Kawasaki

Editor-chefe da Público A.